segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Estudandinho

Tava lendo o último post e bateu uma vontadezinha de escrever. Contar o que mudou. O que não mudou. O que ta em processo. E nada melhor do que estar sozinha sem nada pra fazer e com preguiça de levantar da cadeira.
Eu comentei que me resolvi a voltar a estudar. Pois essa ideia começou com a história de querer voltar a dar aulas. Aí pesquisa vai e pesquisa vem, descobri que para se ter qualificação para dar aulas aqui você precisa ou adquirir o diploma através da graduação, ou fazer uma "pós-graduação" que chama PGCE (Post Graduate Certificate in Education). O PGCE pode ser tanto para primary quanto para secondary school. Para entrar para esse curso você precisa ter um bacharelado na matéria que quer ensinar, e esse bacharelado precisa ser reconhecido pelo sistema educacional inglês. Quem faz esse reconhecimento é um órgão chamado NARIC. Também é necessário ter mínimo de nota C nos GCSEs em língua inglesa e matemática. GCSE quer dizer General Certificate of Secondary Education. Os adolescentes estudam dois anos, entre os 14 e os 16, e no final do currículo tiram as notas e se encaminham para os A-Levels que duram mais dois anos e são níveis avançados exigidos pelas universidades (cada curso vai exigir certos A-Levels).
Eu tenho equivalentes aos GCSEs e aos A-Levels em todas as matérias exceto em inglês, graças ao currículo brasileiro que, contrário ao que todo mundo pensa, é muito mais completo do que o inglês - uma pena as escolas públicas não serem grande coisa no Brasil. Eu comecei a me ligar disso quando percebi que muitas pessoas aqui não sabem fazer cálculos de cabeça. Dividir uma conta por dois, por três, adicionar 10% - sério, tem gente que não sabe nem a lógica de "calcular" 10%.
Outro pré-requisito para fazer o PGCE, no caso do interessado ser estrangeiro, é ter nota mínima entre 6-7 no IELTS (depende o nível que a universidade pede). IELTS, para quem nunca ouviu falar, é o International English Language Testing System, que é uma prova com 4 seções, compreensão auditiva, leitura, escrita, e oral, longa, chata, que eu também vou ter que fazer.
E o último pré-requisito, chama ITT, que é para todo mundo, são duas provas, uma de matemática e outra de língua, para provar que você sabe fazer conta e que não é analfabeto - de novo. E isso para um curso que vai me custar 9 mil libras o ano, e olhe, graças a Deus que é só um.
Quando eu fui descobrindo tudo isso, dá pra imaginar meu desepero. Os caras pedem de duas a quatro comprovações de que o candidato não é uma porta, para fazer um curso que curta uma fortuna, para daí poder trabalhar e pagar devagarinho esse mesmo curso. Porra véi.
Depois disso tudo, comecei a colocar as coisas em processo. To fazendo o GCSE em inglês, que dura até maio do ano que vem e deve me dar a nota mais alta possível que é para eu esfregar na cara das universidades. O resto é só eu tirar umas duas semaninhas para estudar e fazer as provas - hopefully. E é isso. Vou indo nessa vagareza que é o jeito.

P.S.: Desculpa o tanto de termo técnico, tentei deixar o mais claro possível.

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