Depois de
acomodados no hotel, munidos de alguns folhetos com informações aos turistas,
do guia que tínhamos trazido de casa e, mais importante de tudo, de internet,
fomos pesquisar museus e lugares interessantes para ver e visitar. Quem gosta
de museu sabe que não dá pra visitar muito rápido porque não dá tempo de ver
nada. Eles são grandes, tem muitas exposições interessantes e, assim, mesmo que
você não leia as informações do lado das pinturas e esculturas (o que é o meu
caso), tem imagens tão bonitas que você quer ficar olhando até cansar de olhar.
Só que museu tem hora para abrir e para fechar, geralmente entre 9h ou 10h e
17h ou 18h. Isso quando não fecham para almoço. O jeito era almoçar rapidinho
entre um museu e outro e não ver nada muito distante, se não era tempo perdido
com trajeto. No segundo dia, portanto, como estávamos podres e não conseguimos
acordar muito cedo, vimos um parque e três museus. Todos eram muito bonitos
(principalmente o Patek Phillipe,
museu sobre os relógios – único que não pudemos tirar fotos, já que não é do
governo) e não teve um que deixamos sem pensar que não tivemos tempo
suficiente. Mas fazer o que se museu não abre de noite...
Comemos num
lugar muito legal e até que não tão caro, voltamos pro hotel cansados,
planejamos o terceiro dia, nos aprontamos para o check-out e capotamos.
No dia
seguinte deixamos a mala na recepção e nos mandamos para a Cidade Velha, que é
onde fica a Catedral de São Pedro e mais alguns museus que queríamos ver. A ideia era
ver três lugares e depois pegar o bonde para o outro lado da cidade e ver o
Museu da Cruz Vermelha e a antiga sede da ONU. Acho que era mais de duas da
tarde quando terminamos o terceiro lugar. Fomos até o parque onde fica o
Palácio das Nações mas nos perdemos e acabamos chegando tarde demais para o
restante. Descobrimos que o Museu da Cruz Vermelha está fechado para reforma –
e vai ficar fechado por um bom tempo – e sentamos na frente do Museu Ariana
para comer e decidir qual seria a próxima parada. Ver mais um museu, e ter que
ver tudo em uma hora, não era parte do plano e ainda tínhamos que voltar para o
hotel pegar a mala e em seguida pegar o trem para Montreux, nossa próxima
parada. A fachada do museu é linda e deu uma dor no coração de entrar só por
entrar e fazer tudo correndo... No fim das contas não entramos e seguimos o
resto dos planos. Depois de escutar duas russas tagarelando por o que pareceu
uma eternidade mas foi só uma hora, chegamos em Montreux.
Tinha
nevado e, como as ruas são bem antigas, tivemos que andar devagar e com
cuidado com a mala pesada para não resbalar no chão escorregadio. A cidade é
linda até de noite, estava quase tudo fechado e deserto, já que era domingo,
então pudemos prestar mais atenção aos prédios e às praças. Achamos o hotel com
facilidade e tivemos a agradável surpresa de ficar num dos quartos de frente
para o lago, uma vez que não era temporada e o hotel estava vazio. Jantamos
por perto e voltamos para cair direto numa cama muito confortável e passar a
noite mais fria do ano enfiados nas cobertas sem fazer ideia de que lá fora
fazia -13...
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