quarta-feira, 13 de março de 2013

Um pouquinho de Genebra


Depois de acomodados no hotel, munidos de alguns folhetos com informações aos turistas, do guia que tínhamos trazido de casa e, mais importante de tudo, de internet, fomos pesquisar museus e lugares interessantes para ver e visitar. Quem gosta de museu sabe que não dá pra visitar muito rápido porque não dá tempo de ver nada. Eles são grandes, tem muitas exposições interessantes e, assim, mesmo que você não leia as informações do lado das pinturas e esculturas (o que é o meu caso), tem imagens tão bonitas que você quer ficar olhando até cansar de olhar. Só que museu tem hora para abrir e para fechar, geralmente entre 9h ou 10h e 17h ou 18h. Isso quando não fecham para almoço. O jeito era almoçar rapidinho entre um museu e outro e não ver nada muito distante, se não era tempo perdido com trajeto. No segundo dia, portanto, como estávamos podres e não conseguimos acordar muito cedo, vimos um parque e três museus. Todos eram muito bonitos (principalmente o Patek Phillipe, museu sobre os relógios – único que não pudemos tirar fotos, já que não é do governo) e não teve um que deixamos sem pensar que não tivemos tempo suficiente. Mas fazer o que se museu não abre de noite...
Comemos num lugar muito legal e até que não tão caro, voltamos pro hotel cansados, planejamos o terceiro dia, nos aprontamos para o check-out e capotamos.
No dia seguinte deixamos a mala na recepção e nos mandamos para a Cidade Velha, que é onde fica a Catedral de São Pedro e mais alguns museus que queríamos ver. A ideia era ver três lugares e depois pegar o bonde para o outro lado da cidade e ver o Museu da Cruz Vermelha e a antiga sede da ONU. Acho que era mais de duas da tarde quando terminamos o terceiro lugar. Fomos até o parque onde fica o Palácio das Nações mas nos perdemos e acabamos chegando tarde demais para o restante. Descobrimos que o Museu da Cruz Vermelha está fechado para reforma – e vai ficar fechado por um bom tempo – e sentamos na frente do Museu Ariana para comer e decidir qual seria a próxima parada. Ver mais um museu, e ter que ver tudo em uma hora, não era parte do plano e ainda tínhamos que voltar para o hotel pegar a mala e em seguida pegar o trem para Montreux, nossa próxima parada. A fachada do museu é linda e deu uma dor no coração de entrar só por entrar e fazer tudo correndo... No fim das contas não entramos e seguimos o resto dos planos. Depois de escutar duas russas tagarelando por o que pareceu uma eternidade mas foi só uma hora, chegamos em Montreux.
Tinha nevado e, como as ruas são bem antigas, tivemos que andar devagar e com cuidado com a mala pesada para não resbalar no chão escorregadio. A cidade é linda até de noite, estava quase tudo fechado e deserto, já que era domingo, então pudemos prestar mais atenção aos prédios e às praças. Achamos o hotel com facilidade e tivemos a agradável surpresa de ficar num dos quartos de frente para o lago, uma vez que não era temporada e o hotel estava vazio. Jantamos por perto e voltamos para cair direto numa cama muito confortável e passar a noite mais fria do ano enfiados nas cobertas sem fazer ideia de que lá fora fazia -13...

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